A Trilha do Paradoxo

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A Trilha do Paradoxo

Mensagem  Papa Zulu em Sab Jan 19, 2013 2:02 pm

Apelido: Shilmulo (um termo cigano para vampiro)

Crenças Básicas: Apoiada exclusivamente por vampiros do Clã Ravnos, a Trilha do Paradoxo ocupa-se do dever cármico dos vampiros de continuar o grande ciclo das eras. A Trilha do Paradoxo deve muito a certos princípios do Hinduísmo e, dizem alguns, aos indecifráveis códigos sustentados pelos vampiros Cataianos do Oriente.

De acordo com a Trilha do Paradoxo, os Membros estão trancafiados permanentemente do lado de fora do ciclo ilusório do universo (maya). Enquanto a maioria dos seres são reencarnados através do samsara, um "obstáculo" contínuo no ciclo de renascimento, os Membros iludiram tal ciclo. Cada indivíduo tem um propósito único, ou svaclharma, de acordo com a Trilha do Paradoxo, embora os vampiros, excluídos do ciclo, tenham perdido os seus. No lugar do dharma que eles seguiram um dia, cada Membro deve agora adiantar maya, com a esperança de compreendê-la durante o processo para finalmente penetrar nas grandes ilusões que esconde a Verdade Definitiva dos seus olhos.

Os meios pelos quais os Ravnos empreendem esse avanço cíclico, porém, passam pela impostura seletiva. Os outros vampiros consideram os Ravnos indignos de confiança e dificilmente aceitarão conselhos dos Membros Ciganos. Por isso, os Ravnos tiveram de recorrer a estratagemas elaborados para convencer outros vampiros - ou, na verdade, qualquer um com quem eles entrem em contato - a agirem. Os vampiros do clã Ravnos encaram sua não-vida como uma maldição, como vários outros Membros. Entretanto, os Ravnos acreditam que este shruti (o que foi aprendido dos deuses) seja devido à sua incapacidade de compreender a maya. Outros Membros, também afastados da roda cármica, falham frequentemente em perceber a necessidade de seu retorno ao ciclo. Os Ravnos compreendem isso - e aceleram o seu regresso, eliminando-os.

A ETICA DA TRILHA

• Abrace somente se for absolutamente necessário, e somente os jati (a família também chamada de Rom em alguns momentos).

• Interpretar o svadharma dos outros e ajudá-los a cumpri-lo.

• Destruir outros Membros, pois eles são alheios à maya.

• Pagar o débito cármico, dispersar as ilusões de maya e retornar ao samsara.

• Usar de ardis para atingir os seus objetivos, pois os outros não são confiáveis.

• Confundir os Antediluvianos, devolvendo seus filhos ao ciclo.

VIRTUDES

Os vampiros da Trilha do Paradoxo praticam as Virtudes da Convicção e do Autocontrole.

HISTÓRIA

Esta Trilha surgiu entre os Ravnos durante as últimas noites do Império Romano. Acredita-se que a fraude que os Ravnos comandam teve um papel importante na queda do império. De acordo com muitos Ravnos, a Trilha tornou-se enfraquecida logo após a queda de Roma e permaneceu assim por centenas de anos até que um evento agitador (e secreto) contribuiu para encorajar os Ravnos a repensar seus métodos. Os Ravnos seguidores desta Trilha tinham a reputação de trapaceiros despreocupados, mas as reconsiderações recentes sobre a orientação que o clã seguia lançaram uma luz nova e tenebrosa sobre o clã e suas filosofias.

PRÁTICAS ATUAIS

Dizer que os Ravnos destroem vampiros e queimam carma é simplificar demais as coisas. Na verdade, a Trilha do Paradoxo é árdua e desgastante, uma vez que, para sustentar o código verdadeiramente, é preciso colher e reunir grãos de informações importantes junto àqueles com quem se conspira, de modo a compreender melhor o seu svadharma. Muitas das fraudes dos Ravnos são, na realidade, testes complicados e elaborados para obrigar o sujeito a revelar aspectos ocultos de si mesmo. Assim, os Ravnos percorrem o mundo, expulsos por Membros ignorantes que são incapazes de perceber a necessidade dos serviços dos Shilmulos.

DESCRIÇÃO DOS SEGUIDORES

A maioria dos seguidores desta Trilha é composta por Ravnos, embora algumas famílias de Malkavianos e Gangrel façam parte dela. Vampiros cada vez mais cosmopolitas emergiram do clã Ravnos, indicando que ou os Ravnos dão pouca importância ao seu código, ou que os jati estão mais espalhados do que se poderia imaginar.

PARA SEGUIR ESTA TRILHA

Os vampiros da Trilha do Paradoxo costumam desdenhar os outros Membros, acreditando que seja por ignorância ou arrogância que eles se recusam a procurar por sua reintrodução no ciclo. Por isso, os Ravnos assumiram para si a responsabilidade de fazer isso pelos outros. Isso pode exigir a elaboração de redes complexas de ilusões, de modo a apurar qual é o svadharma de uma certa pessoa, ou simplesmente envolver a destruição de um vampiro, recolocando-o no ciclo, onde um novo svadharma o aguarda.

Habilidades Comuns: Os Membros que seguem esta Trilha concentram-se em Habilidades que lhes permitam obter vantagens sobre os outros, tais como a Prontidão, a Empatia, a Lábia, a Furtividade e a Investigação.

Disciplinas Preferidas: Os vampiros da Trilha do Paradoxo praticam o Quimerismo com a finalidade de ludibriar as suas vítimas e como um meio de manipular as ilusões intrínsecas de maya. Os Shilmulos também prezam a Fortitude, para proteger-se da ira de suas vítimas. Muitos também são peritos em Auspícios, com o qual podem adivinhar com mais facilidade os segredos ocultos.

HIERARQUIA DOS PECADOS DA TRILHA DO PARADOXO

Valor: 10
Orientação Moral: Abraçar uma mulher
Base Racional: Tradicionalmente, os homens são oferendas melhores para os deuses.

Valor: 9
Orientação Moral: Abraçar alguém de fora do jaú.
Base Racional: Muitos outros são incapazes de compreender a profundidade da filosofia do Paradoxo.

Valor: 8
Orientação Moral: Destruir outro Shilmulo.
Base Racional: A caridade, ao contrário do que se pensa, não começa em casa.

Valor: 7
Orientação Moral: Matar um humano para se alimentar.
Base Racional: A morte rouba de uma pessoa a capacidade, de cumprir seu svadharma.

Valor: 6
Orientação Moral: Falhar em destruir outro vampiro.
Base Racional: Quem não é capaz de enxergar a verdade deve ser reconduzido a um papel produtivo no ciclo.

Valor: 5
Orientação Moral: Matar um humano por outras razões que não a auto-preservação.
Base Racional: Uma pessoa pode não ter alcançado seu svadharma e impedi-la disso é um anátema.

Valor: 4
Orientação Moral: Falhar em ajudar o svadharma de alguém.
Base Racional: O shruti define isso como o propósito dos Shilmulos.

Valor: 3
Orientação Moral: Dar preferência aos assuntos da Seita e não ao seu dharma.
Base Racional: A lealdade é devida aos deuses, não aos colegas.

Valor: 2
Orientação Moral: Assumir um laço de sangue.
Base Racional: Nunca se deve destruir o próprio regente, que é o principal objetivo desta Trilha.

Valor: 1
Orientação Moral: Abraçar desnecessariamente ou para satisfazer um desejo pessoal.
Base Racional: Deve-se devolver os outros para o ciclo, não extraí-los dele.
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Papa Zulu

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